Realizada em dezembro de 2017, a CCXP daquele ano reuniu diferentes áreas da cultura pop, incluindo filmes, séries, quadrinhos, colecionáveis e, claro, videogames.
Minha primeira experiência na CCXP aconteceu na quinta-feira, 7 de dezembro de 2017. Na época, como eu trabalhava no bairro Ipiranga, em São Paulo, não era tão complicado chegar ao São Paulo Expo, no Jabaquara. Ainda assim, ir depois do trabalho não era exatamente a melhor maneira de aproveitar o evento, mas foi o que eu consegui fazer naquela ocasião…
Fui encontrar um grande amigo que havia passado o dia por lá e consegui aproveitar as últimas horas da feira. Por isso, não consegui acompanhar nenhuma atração ou painel específico. Em vez disso, fiz um tour pelos estandes e espaços do pavilhão, assim como havia feito na BGS daquele mesmo ano, registrando os detalhes, as comunicações promocionais e tudo aquilo que encontrava pelo caminho!
A CCXP, porém, tinha uma diferença importante em relação à BGS. Era um evento muito mais amplo de cultura geek, e os videogames não eram exatamente o foco. Mesmo sabendo disso, fiquei surpreso com a quantidade de referências aos games que encontrei.
Videogames na CCXP 2017
A PlayStation tinha um estande próprio na CCXP, com estações para testar jogos, experiências com PlayStation VR e até uma loja PlayStation Gear. Também encontrei materiais promocionais da marca, como um panfleto divulgando uma promoção de God of War 3 na Gear, loja especializada em produtos licenciados.
A Xbox também estava presente, com consoles Xbox One e materiais promocionais espalhados pelo evento.
E, por falar em licenciamento, talvez essa seja uma das palavras-chave para entender a presença dos videogames na CCXP.
Um dos exemplos mais interessantes era a Riachuelo Geek, com uma linha de produtos do Super Mario, que voltaria a aparecer na BGS 2018. A Pacific tinha mochilas de Resident Evil e Assassin’s Creed Origins, enquanto a Foroni apresentava uma linha de cadernos inspirada em The Legend of Zelda: Breath of the Wild.
Games além dos consoles
Além dos produtos, a presença dos games também aparecia em outras mídias. Videogame é uma forma de entretenimento que saiu dos consoles e passou a ocupar diferentes categorias. Na CCXP 2017, isso ficava bastante evidente!
A Leya, por exemplo, apresentava livros de God of War. A Panini tinha o mangá de The Legend of Zelda: Ocarina of Time. A Warner Bros. divulgava o filme Tomb Raider. Eram franquias de videogame aparecendo em livros, quadrinhos, filmes, roupas e outros produtos!
Voltando aos games propriamente ditos, ainda havia empresas como Saraiva e Bandai Namco divulgando jogos e lançamentos por meio de grandes espaços e painéis.
Além disso, a Twitch também estava presente com um mega estande, em um período em que as transmissões de jogos já começavam a ganhar cada vez mais espaço entre o público.
No fim, mesmo tendo passado poucas horas na CCXP 2017 e sem acompanhar nenhuma atração específica, saí de lá um pouco surpreso com a quantidade de coisas relacionadas aos videogames que encontrei.
Eu já sabia que a CCXP não era um evento focado em games, mas ainda assim foi interessante perceber como eles estavam presentes em tantos lugares diferentes, seja nos próprios jogos, seja em produtos licenciados, livros, filmes e outros itens.
Alguns outros registros que fiz durante a visita à CCXP 2017:
Texto atualizado em agosto de 2026

Vitor Augusto
Publicitário e criador do GameAds, Vitor trabalha há mais de 10 anos nas áreas de marketing e comunicação. Desde 2017, pesquisa e reúne propagandas de videogames que ajudam a contar a história dos games no Brasil. Atualmente, vive no Canadá.
GameAds? É jogo de tigrinho?
O GameAds nasceu de um TCC sobre Advergames, no curso de Publicidade e Propaganda, e desde 2017 reúne e preserva a história da publicidade gamer no Brasil.
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